Festas Juninas - Meu filho é obrigado a participar por causa da nota?

Alguns pais me enviam e-mails com a seguinte pergunta: Meu filho é obrigado a participar da festa junina porque vale nota no boletim, o que eu devo fazer? - A professora disse que ele vai ficar com nota baixa por não participar da dança da festa Junina. O que devo fazer?
Este tem sido um problema para muitos pais evangélicos: as crianças são obrigadas a participar de festas que não condiz com sua fé e prática devido ameaças de notas baixa no boletim ou em algumas disciplinas.
Mas será que o meu filho é obrigado a participar da festa junina?
A festa junina traz características religiosas, praticas do catolicismo e do paganismo antigo e a criança não é obrigada a participar de nenhuma festa que vá contra sua regra de fé.
Isso é direto de todos, algo que a nossa constituição nos assegura sem qualquer tipo de obrigação. Pela constituição Brasileira a ausência do aluno nesta festa é direito que podemos usufruir.
Não existe ninguém no Brasil ninguém que possa forçar o seu filho (a) participar de nenhuma programação que vá contra a fé e prática.
No Inciso 5º da Constituição Federal reza o seguinte: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais dos cultos e suas liturgias”.
Fica claro que é inviolável a liberdade religiosa, nenhuma escola pode forçar com bases educacionais ou pedagógicas a criança participar desta festa ou outra qualquer com princípios contrários a minha religião.
Para que você conheça as características religiosas, vou fazer um pequeno artigo sobre o que as Festas Juninas trazem de vinculo religioso.
Juno, mitologia romana
A origem desta comemoração vem desde a antiguidade quando se prestava culto á deusa “Juno” da mitologia Romana (Migalhas folclóricas, p.99 Mariza Lira), os festejos a esta deusa eram denominados Junônias, origem do nome atual “festas juninas”.
Mas no Brasil o vinculo é católico apostólico romano.
Sabemos que o Brasil traz características religiosas desde o seu descobrimento.
O catolicismo veio sobre o Brasil na forma de danças, festas, costumes, catequização dos Padres; toda tradição folclórica e religiosa veio no baú de Padre José de Anchieta.
Dentro da história brasileira, alguns momentos históricos foram cheios de sangue por quem não quis ser catequizado. Muitos índios preferiram a morte a se dobrar diante da religiosidade portuguesa, mas isto é uma outra história.
Certamente a Festa Junina foi inserida em nossa cultura pelo catolicismo no país das maravilhas roubadas.
Temos a referência da primeira festa de São João no Brasil em 1603 pelo Frade Vicente do Salvador que se referiu aos nativos que aqui se encontravam da seguinte forma: “os índios acudiam a todos os festejos dos portugueses com muita vontade, porque eram muito amigos da novidade, como no dia de São João Batista por causa das fogueiras e capelas”. (Mariza Lira, pág 106).
AS EXPLICAÇÕES QUE SE DÁ PARA AS CRIANÇAS SOBRE ALGUMAS DATAS COMEMORADAS NAS FESTAS JUNINAS
Dentro das igrejas católicas, em momentos em que as crianças fazem suas reuniões ou no catecismo, esta festa é explicada da seguinte forma:
Festa de São João: “Que a Santa Isabel era muita amiga de Nossa Senhora e pela falta de comunicação daquele tempo, para Nossa Senhora saber que o bebê tinha nascido, Isabel faria uma grande fogueira e mandaria erguer um mastro com um bebê na ponta. Logo que a criança nasceu, ela fez conforme combinado e Nossa Senhora foi visitá-la, era dia 24 de Junho. Foi ai que começou a ser festejado São João com um mastro, fogueiras e danças etc...”
Esta comemoração abriu as portas para as outras festas de Santo Antonio e de São Pedro.
Qual seria a explicação pedagógica?
Não existe nenhuma explicação sem se referir a religião. Se a desculpa é conhecer a cultura, existem outras maneiras para o conhecimento cultural.
Santo Antonio, São João e São Pedro
Quero apenas lembrar que nenhum destes ditos “santos” se colocou como santos, mas foi o catolicismo romano que o fizeram conhecidos como tal.
Pela tradição, Santo Antonio ganhou a fama de ser o santo casamenteiro, aquele que tira a moça do perigo de ficar solteira.
A devoção deste santo foi introduzida no Brasil pelos padres franciscanos que fizeram em Olinda (PE) a primeira igreja dedicada a ele. Faz parte da tradição que as moças recorram a Santo Antonio para pedir um casamento. São João foi consagrado santo pela igreja católica. O dia de São João é comemorado com fogos de artifícios, os devotos usam bandeirolas coloridas e dançam, erguem uma fogueira e canções ao Santo.
O nascimento de João Batista foi um milagre, visto que os seus pais já eram idosos (Lucas 1 v; 5-25).
Nós evangélicos, sabemos da importância de João Batista e de todos eles, mas isto não faz com que eles sejam adorados ou reverenciados como santos ou intercessores.
O próprio João Batista reconheceu o seu lugar e se alegrava de sua posição.
Jesus também deu crédito a sua pessoa, mas nunca disse que ele seria canonizado, idolatrado ou teria poder de ser casamenteiro. João Batista recusou qualquer tipo de homenagem ou adoração.
São Pedro
Esta festa ganha espaço nos arraiais católicos, afinal Pedro é considerado o primeiro papa, mesmo não tendo base histórica e bíblica para tal afirmação.
É atribuída a festa de São Pedro por ele ser reconhecido pelos católicos como o “primeiro Papa ou o principal dos apóstolos”, como ele era um pescador, ele é considerado o patrono dos pescadores.
Muitos pescadores participam de procissões marítimas em sua homenagem com grande queima de fogos. Para os pescadores, este dia é sagrado!
A festa de São Pedro é realizada na semana de 26 a 29 de junho em muitas cidades brasileiras esta festa tem maior importância entre as festas juninas.
Pedro também sabia qual era o seu lugar e nunca aceitou adoração.
At 10 v.25-26 - “E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio para recebê-lo e prostrando-se a seus pés, o adorou. Pedro o levantou dizendo: LEVANTA-TE, QUE EU TAMBÉM SOU HOMEM”.
Leia o artigo completo na página do ABAC, clicando aqui.
por Alexandre Farias
editor de Apologética Infantil do INPR Brasil
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